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Para nossa querida Idelma!

Hoje cedo, dia 15 de setembro de 2020, quando chegava ao IATEL para mais um dia de trabalho, fui surpreendido com a notícia de que a amiga e brilhante Fonoaudióloga Idelma tinha falecido. Que perda! Que dor! Idelma foi uma das minhas grandes mestres no curso de Fonoaudiologia da UNIVALI na década de 90, época de formação sólida: humana e social. Época em que estudos e alegrias se entrelaçavam. Ciência e Arte. Ela foi a primeira pessoa a me oportunizar na área da fonoaudiologia abrindo as portas da sua clínica, a clínica central em Itajaí. Na ocasião me senti uma das pessoas mais importantes do mundo, disse a todos... “vou trabalhar com a minha professora”. Nessa época nos emocionávamos com gentileza, respeito, cumplicidade, amizade, reconhecimento, enfim, todas essas coisas tão esquecidas no mundo atual, mas que a querida Idelma praticava dia a dia todas elas. Amiga Idelma, ainda bem que consegui te agradecer por essa oportunidade impar de conviver contigo. Porém, infelizmente há anos não nos víamos, e o tempo passou tão rápido... agora só me resta memória. Aprendi contigo, Idelma, muito mais do que lições sobre voz, aprendi a ser mais gente, a ser terapeuta e entender a nobre missão de cuidar do outro. Lembro-me de você cuidadosa me levando a entender a espiritualidade não percebida pela frágil observação dos nossos olhos. Ah! querida Idelma, sempre viverás no meu coração. Para você, recito silenciosamente um poema que envolve um dos tantos aprendizados que tive contigo:

Tudo tem início, até o fim.

Tudo tem fim, até o início.

Início e fim são coisas em constante movimento evolutivo.

Por isso absolutamente tudo no tempo e no espaço é recomeço.

(Roberto Pacheco).


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© 2018 por Eduardo M. Silveira.